jan 5

debian centos-logo1

Bom, foi realmente difícil encontrar um título para esse post (e não fiquei totalmente satisfeito com o escolhido) porque tudo que eu pensava gerava uma coisa do tipo “Debian vs CentOS”, ou seja, um ar de comparação e disputa para descobrir qual dos dois é o melhor, porém, é muito diferente disso.

Sempre gostei muito do Debian, admiro muito suas políticas de desenvolvimento e toda sua importância no mundo do software livre.

Em meu trabalho, uma das minhas funções é configurar e administrar servidores, e não só la, como em geral, sempre utilizei o Debian em meus servidores, tanto pelo que citei acima, quanto pelo fato de que o Debian é uma distribuição que visa sempre estabilidade e tem um ciclo de desenvolvimento e atualizações que favorece MUITO os servidores. Existem outras distribuições que também seguem esses mesmos ciclos favorecendo os servidores, a diferença é que nenhuma delas me gerava a mesma confiança do Debian. Eu simplesmente confio no Debian e em sua estabilidade, é o simples fato de dar um “apt-get update” com muito menos medo do que fazer o equivalente em outra distribuição (ou em outro sistema operacional).

Recentemente (na verdade não tão recentemente assim XD), comecei a utilizar muito o Fedora, distribuição diretamente ligada ao Red Hat. O Fedora acabou se tornando uma das minhas distribuições favoritas (se não a mais). Com isso comecei a perceber uma série de características presentes no Fedora que seriam super interessantes se utilizadas em servidores, porém existiam muitas outras que impediam isso, pelo menos no meu modo de pensar e administrar servidores eu não utilizaria o Fedora em um servidor (apesar dessas boas caracteristicas).

Foi ai então que eu entendi porque o Red Hat Enterprise Linux é tão bem conceituado nesse ramo, ele é justamente um Fedora, com todas as características que faltavam para ser um excelente servidor (na verdade o Fedora que é um Red Hat com caracteristicas Desktop, ja que quem se derivou do Red Hat foi o Fedora e não o contrário XD).

Depois disso, eu fiquei realmente interessado em utiliza-lo nos servidores, porém existe um problema, o Red Hat Enterprise Linux é uma distribuição comercial, e seu uso então seria provavelmente para algo mais específico ou onde fosse realmente necessário um suporte do desenvolvedor dentre outras coisas.

Foi ai que conheci o CentOS. O CentOS é o Red Hat. A empresa Red Hat comercializa a distribuição Red Hat Enterprise Linux, porém na verdade eles cobram é pelo suporte e outros serviços, não pelo sistema operacional em sí. A Red Hat comercializa uma distribuição mas nem por isso abandona a liberdade, o Red Hat Enterprise Linux é um software livre e todo o seu código fonte está disponível no site da Red Hat.

O que os desenvolvedores do CentOS fazem é pegar esse código e compila-lo, tirando todas as trademarks, e criando assim o CentOS. Não fazem nada de ilegal e inclusive o uso do CentOS é incentivado até mesmo pela Red Hat. Além de compilar todo o código fonte, os desenvolvedores do CentOS ainda mantém as mesmas atualizações que são feitas no Red Hat no CentOS.

Eu utilizei o CentOS recentemente em alguns servidores e cheguei a uma conclusão SUPER LEGAL.

*obs: falei, falei, falei, e somente agora irei chegar onde eu queria.

Logo no ínicio do post eu disse que a minha intenção não era criar algo do tipo “Debian vs CentOS” e realmente essa não é minha itenção. O que eu quero é colocar aqui a conclusão bacana que cheguei depois de tudo isso que é o seguinte:

Sempre que eu precisava configurar um servidor, a escolha do Debian era algo automático, na verdade, era algo pré-definido. Hoje em dia as coisas mudaram, mas acredito que para pior (calma, eu vou explicar XD).

Digo que mudaram para pior, simplesmente porque agora dificultou muito a escolha de uma distro para ser usada em meus servidores XD. huahuauha.

Hehe, na verdade isso é uma brincadeira, mas explicando melhor, o que aconteceu é que antes, mesmo que existissem outras distribuições com algumas caracteristicas semelhantes as do Debian, eu não tinha nelas a confiança necessária. O que foi super legal (e que me insentivou a escrever isso) é que o CentOS me gerou essa mesma confiança, além de todas as caracteristicas que na minha opinião são necessárias a um servidor, o CentOS me gera a mesma confiança do Debian.

O sistema é absurdamente estável, o ciclo de atualizações favorece o uso em servidores além de ser um Red Hat (que dificilmente eu utilizaria devido ao que citei acima) e o mais importante, ME GERA A TAL DA CONFIANÇA =).

Hoje, eu simplesmente não vejo nenhum argumento que me fizesse escolher o CentOS ao invés do Debian, e muito menos o Debian ao invés do CentOS, as características positivas e negativas de cada um se igualam na minha opinião.

Ao mesmo tempo que acho isso uma coisa negativa, acho muito legal o modo como tudo aconteceu. Acho que daqui a algum tempo, depois de ter utilizado mais o CentOS poderei opinar melhor a respeito, mas achei muito legal essa mudança, simplesmente porque eu achava que difilmente acharia algo como o Debian, e encontrei. Talves o Debian ainda leve alguma vantagem pelo fato de que o carinho e admiração que tenho por ele ainda seja maior.

Deixo aberto para quem quiser discutir a respeito, acho que é um assunto que geraria uma discussão muito legal, além de ajudar a criar uma visão ainda mais clara sobre o assunto =).

jun 9

Os passos descritos foram testados usando o Synaptic e pacotes deb. Muitas pessoas, sofrem com o fato de ter internet discada, ou simplesmente não ter acesso a internet em casa, isso dificulta muito a instalação de programas no Linux, mas para esse problema existe uma solução bem simples e funcional.

Hoje em dia grande parte das distribuições utilizam algum tipo de pacote para instalação de programas, sendo os mais comuns os RPMs e DEBs, e são usados programas como o apt-get, urpmi, yum e etc, que através de repositórios baixam e instalam automaticamente o pacote e todas as dependências necessárias para instalação do mesmo, isso facilita e muito quando você tem internet banda larga, mas quando você usa internet discada, ou simplesmente não tem acesso a internet as coisas se tornam um pouco mais difíceis pois não basta baixar o pacote do programa e instalar, esse programa vai precisar de algumas dependências, e essas dependências vão precisar de outras dependências e isso acaba se tornando uma bola de neve.

Então para isso foi criado no Synaptic (gerenciador gráfico de pacotes), uma maneira de criar um script de download onde lista todos os pacotes e dependências que você deseja baixar, então você pega esse script e o executa em algum lugar onde tenha banda larga e baixa tudo que é necessário.

Vamos ver então como fazer isso…

Gerando script de download

Gerar um script de download no Synaptic é muito simples. Mas antes de qualquer coisa, é necessário atualizar a sua lista de repositórios, você pode fazer isso através do Synaptic clicando em “Recarregar”.

Depois de ter os repositórios atualizados, marque tudo que você deseja instalar, vá fazendo a busca pelos programas que você deseja e selecionando tudo que precisa sem se importar com a conexão com a internet.

Depois que tiver selecionado tudo, vá em:

Arquivo > “Gerar Script de pacotes baixados”

Salve o arquivo onde desejar com a extensão .sh.

Baixando os pacotes através do script

Depois de ter criado o script, leve ele até algum lugar onde tenha banda larga e Linux com Wget (se não tiver o wget, instale, é uma ferramenta muito comum e na maioria das distros já vem por padrão), crie uma pasta e coloque o script dentro, depois execute-o e ele baixará automaticamente todos os pacotes necessários para a mesma pasta onde se encontra o script.

Existem versões do wget para outros sistemas operacionais, e podem ser usadas também, mas como isso ja foge do foco do blog, então não descreverei os passos.

Instalando os pacotes através do script

Depois de ter baixado todos os pacotes, leve eles (dentro da pasta, junto com o script) até o seu PC sem banda larga, abra o Synaptic e clique em:

Arquivo > “Adicionar pacotes baixados”

Abrirá uma janela pedindo pra você apontar onde estão os pacotes baixados pelo script, mande ele abrir a pasta onde se encontram os pacotes e ele automaticamente instalará todos os pacotes e suas dependências.

Pronto, você acaba de instalar programas no Linux sem se preocupar com sua conexão.